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São Julião da Figueira da Foz PDF Imprimir e-mail
Escrito por CC   
07-Feb-2007

150px-FIG-sjuliao.pngSão Julião da Figueira da Foz é uma freguesia portuguesa do concelho da Figueira da Foz, com 3,62 km² de área e 10 848 habitantes (2001). Densidade: 2 996,7 hab/km².

  

  

  

Património

  • Pelourinho da Figueira da Foz
  • Conjunto do Castelo das Conchas (ou Castelo Engenheiro Silva), edifício (do antigo Turismo) e Casa das Conchas, Esplanada Silva Guimarães
  • Hotel Mercure ou Grande Hotel da Figueira
  • Forte de Santa Catarina
  • Igreja de Santo António do Convento de Santo António (São Julião da Figueira da Foz)
  • Capela de Santa Catarina (dentro do reduto do Forte de Santa Catarina)
  • Casa do Paço
  • Cruzeiro de pedra
  • Centro de diversões
  • Edifício da Alfândega
  • Edifiício da Assembleia Figueirense
  • Edifício da Caixa Geral de Depósitos
  • Edifício dos Paços do Concelho (São Julião da Figueira da Foz)
  • Igreja de São Julião (São Julião da Figueira da Foz)
  • Mercado Municipal Engenheiro Silva
  • Quinta das Olaias
  • Torre do Relógio (Figueira da Foz)

Concelho Figueira da Foz
Área 3,62 km²
População 10 848 hab. (2001)
Densidade 2 996,7 hab./km²

O Forte de Santa Catarina localiza-se na povoação e freguesia de São Julião da Figueira da Foz, Concelho de Figueira da Foz, Distrito de Coimbra, em Portugal.

Cooperava com a Fortaleza de Buarcos e o Fortim de Palheiros na defesa do porto e da baía da Figueira da Foz e de Buarcos.

História

À época da Dinastia Filipina, em Outubro de 1585 alguns homens-bons da Câmara Municipal de Coimbra requereram a Filipe I de Portugal (1580-1598) a construção de um forte, a erguer à entrada da barra do rio Mondego, nos rochedos conhecidos como Monte de Santa Catarina. Em atenção a essa solicitação, as obras de edificação da forte terão sido iniciadas algum tempo depois, com recursos oriundos das rendas da vila de Buarcos, da Universidade de Coimbra, do Cabido e do Mosteiro de Santa Cruz.

Em 1602 a costa da Figueira da Foz foi assolada por corsários ingleses, sendo esse forte saqueado.

No contexto da Restauração da Independência, tendo sido determinado o reforço e modernização das praças do reino pelo Conselho de Guerra de D. João IV (1640-1656), a defesa da costa marítima não foi esquecida. Foram assim iniciadas, em 1643, obras de reforço no Forte de Santa Catarina, quando foi aumentada uma das cortinas da fortificação, ampliando-lhe a artilharia para 15 peças de diferentes calibres.

Em pouco tempo, entretanto, apesar da importância estratégica da defesa da barra do Mondego, informações dão conta de que, em 1680, as instalações do forte apresentavam ruína, sendo então elaborado um orçamento para a sua reedificação. Esta acabou não acontecendo uma vez que, a verba destinada a suas obras acabou por ser consumida em outras despesas da Guerra da Restauração.

No alvorecer do século XIX, quando da Guerra Peninsular, em 1808 o forte foi ocupado pelas tropas napoleônicas sob o comando de Junot. Alguns meses mais tarde, o estudante António Zagalo, de Ovar, comandando na qualidade de Sargento, um pequeno destacamento de voluntários, forçou a guarnição francesa do forte à redição a 27 de Junho, conduzindo-a sob prisão para Coimbra, de onde viera. O forte foi ocupado em seguida pelas forças do Almirante Charles Cotton que, no comando da esquadra britânica ao largo da costa portuguesa, pôde dessa forma assegurar o desembarque seguro de 13.000 homens sob o comando de Arthur Wellesley na costa de Lavos, a 1 de Agosto.

Ao longo de todo o século XIX o forte foi citado em sucessivos relatórios, que referiam a necessidade de urgentes obras de reparação, até à perda de sua função militar.

Em 1911 uma parte do espaço do forte foi cedido ao Instituto de Socorros a Náufragos. O restante foi arrendado ao Ténis Club Figeuirense alguns anos mais tarde. Terá sido também no alvorecer do século XX que foi edificado o farol de ferro no centro da praça-forte, importante auxílio à navegação na entrada da barra, desativado em 1991.

O conjunto encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público, por Decreto de 5 de Dezembro de 1961.

Características

O Forte de Santa Catarina apresenta planta no formato triangular, orgânica, adaptada ao terreno irregular sobre o qual se ergue. Foi criticada por apresentar um ângulo muito agudo nas faces de um dos baluartes, que poderia comprometer a defesa. Os restantes apresentam-se com faces em forma de cauda de andorinha. Na praça de armas foram edificadas as casernas e a Capela de Santa Catarina, um oratório de planta quadrangular e tipologia maneirista, edificada por volta de 1598, com uma imagem da padroeira datando do século XVIII.

A Torre do Relógio da Figueira da Foz, conhecida como a Torre do Relógio S. Julião, está situada à beira-mar. Esta torre de relógio foi fundada em 1950-1953, de maneira a ser a 1ª torre de relógio portuguesa da arte contemporânea. Situada na zona do Edifício Atlântico da Figueira da Foz, esta torre tem mais ou menos 14,5 m de altura.

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